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6 motivos para melhorar o layout industrial

Por que adequar a LGPD para indústria é tão importante? E como fazer isso? Veja o passo a passo de como adequar a sua empresa às regras de proteção de dados.

29/09/2022

6 motivos para melhorar o layout industrial

Conheça algumas razões para investir nesta estratégia

Otimizar processos é a base da transformação digital dentro das fábricas. Isso torna os fluxos de trabalho mais simples, rápidos e eficientes e interfere diretamente na produtividade e nos resultados obtidos pelo negócio. Diversas ferramentas ajudam as empresas a promover a otimização dos processos, mas, muitas delas, esbarram em um detalhe que nem sempre é levado em consideração: o layout industrial.

O layout industrial é o que permite uma distribuição física mais adequada dos bens produtivos dentro de uma fábrica: as máquinas, equipamentos, ferramentas, produtos, fluxos de materiais e pessoas, levando em consideração a necessidade de cada etapa produtiva. Fazer essa organização de maneira estratégica possibilita o uso racional do espaço de trabalho disponível e gera impacto direto na eficiência da produção, uma vez que facilita o fluxo de materiais e de mão de obra.

Os fatores envolvendo o layout industrial, no entanto, costumam ser esquecidos com o passar dos anos, fazendo com que muitas indústrias cresçam de forma desordenada. Essa falta de planejamento prejudica a produção, aumenta os custos e gera desperdícios desnecessários, tanto de materiais, quanto de tempo. Afinal, os processos produtivos são atualizados de tempos em tempos e novas máquinas, com novos propósitos, chegam para compor o cenário.

Neste texto, você vai conhecer os benefícios de investir e de repensar o layout industrial dentro do ambiente fabril!

Motivos pelos quais é importante melhorar o layout industrial

O layout industrial pode proporcionar inúmeras vantagens à fábrica e à linha de produção no dia a dia da operação fabril. Enumeramos 6 delas.

Confira!

1. Reduz distâncias e evita deslocamento desnecessário

O desafio, portanto, é encontrar o ponto de equilíbrio entre a redução do deslocamento e a ampliação da área disponível.

Imagine uma loja de roupas onde o mostruário fica em uma extremidade e o provador na outra. É fácil de perceber o quanto é desnecessária a existência dessa distância entre dois setores diretamente interligados: ela serve apenas para fazer o funcionário e o cliente caminharem de um lado para o outro.

A mesma lógica existe na linha de produção de uma fábrica. Processos similares, que envolvem tanto máquinas quanto operação humana, precisam ficar próximos um do outro. Isso garante uma movimentação mais fluida entre diferentes fases e sequências e também evita perda de tempo na produção e danos no produto.

Além disso, insumos e materiais também podem ser organizados para facilitar a sua busca e utilização. E que precisam ser transportados de um lado a outro da fábrica também podem estar distribuídos dentro de um fluxo de sequenciamento ordenado. O ideal é sempre fugir do contrafluxo. Afinal, o deslocamento excessivo sempre irá afetar a operacionalização dos fluxos industriais.

2. Permite uma circulação sem barreiras

A empresa não pode proteger aquilo que não conhece. Por isso, um dos primeiros passos no caminho de adequar a LGPD para a indústria é entender quais dados pessoais são coletados, armazenados e tratados dentro da rotina da organização. Isso envolve clientes, fornecedores, colaboradores e todos os formatos de manutenção da informação — seja ela on-line, em papel ou em pastas. A empresa, portanto, precisa fazer um levantamento minucioso de seus próprios procedimentos para identificar e avaliar quais dados estão sendo colhidos, em que momento, de que forma e para qual finalidade.

 

Identificar os processos que tratam tais dados

Uma vez identificados os dados pessoais que a empresa coleta e armazena, o próximo passo é entender o que acontece com eles depois que entram no sistema da empresa — seja o sistema on-line ou físico. Quem tem acesso a eles? Como são utilizados? Quais processos ou procedimentos internos dependem ou se utilizam dessas informações? Para quê? De que forma? Essa jornada que o dado pessoal faz dentro da empresa deve ser identificada e desenhada para que a empresa consiga entender os níveis de risco a que expõe tais dados.

 

Adotar normas de proteção de dados e políticas de privacidade

Depois de fazer um verdadeiro diagnóstico dos dados pessoais dentro da empresa, é hora dela pensar em instrumentos que ajudem a protegê-los de riscos, vazamentos, usos inapropriados ou da coleta e tratamento sem a devida autorização de seu próprio titular. Isso envolve um verdadeiro estudo de governança dos dados, que pode ser feito por meio de documentos (como termos de uso e política de privacidade), mudança de procedimentos internos, controle de acesso, criptografia e a instalação de softwares, programas e antivírus, por exemplo.

 

Fazer ajustes contratuais

A adoção de estratégias que garantam a proteção da LGPD para a indústria envolve mudanças de hábitos e procedimentos que devem acontecer fora da indústria também. É importante entender que toda a relação que a empresa mantém fora de sua própria estrutura — com fornecedores, parceiros e stakeholders, por exemplo — também poderá impactar na sua rotina, principalmente em caso de vazamento ou uso inadequado dos dados pessoais. Ou seja: a responsabilidade pelos riscos de terceiros se estende também a todos com quem ela mantém relações contratuais e de confiança. A ideia da legislação, com isso, é incentivar o aumento da cultura de proteção de dados pelo mundo.

Portanto, cuidado com quem a sua empresa irá firmar parcerias. Veja se o outro parceiro também mantém os cuidados com tais informações e faça ajustes contratuais para se resguardar dessa segurança.

 

Criação de um canal de comunicação destinado ao cumprimento da LGPD

A LGPD é muito clara em relação ao uso e a coleta dos dados pessoais para qualquer fim: eles pertencem a seu próprio titular e é ele quem deve autorizar o repasse, o uso, o armazenamento e o tratamento dessas informações. Para isso, claro, ele precisa estar ciente de que seus dados estão sendo recolhidos e para que finalidade serão utilizados. Essa transparência da empresa é obrigatória, assim como a autorização expressa do titular dos dados.

Além disso, ele também possui total autonomia para revogar sua decisão a qualquer momento, pedindo a exclusão de seus dados que estão com determinada empresa e o fim do seu armazenamento e tratamento. A empresa, por sua vez, precisa respeitar essa vontade e cumpri-la em tempo hábil.

E para que esse contato e esse desejo possam ser manifestados, é preciso que a empresa disponha de um canal de comunicação aberto e de fácil acesso a seus clientes. Essa é uma das principais premissas da LGPD.

Agora que você já sabe a importância de adequar a LGPD para a indústria, está na hora de começar a avaliar os seus processos. Como está a implantação da nova lei na sua empresa?

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